Em Nova Matrona, distrito criado pela lei nº 1435, de 20-12-1999 e incorporado à Salinas, passamos os últimos dias por aqui. Entre crianças folgando na praça, colheitas de tomate, plantações de cana, forró e futebol, nos misturamos um pouco. Conhecendo o sal da terra, da “melhor terra do Brasil”. Entre a gente do sertão, como diz Eilton, Matrona sai sempre na frente. Se depender de Zezé e sua gente, sai mesmo. Salinas vive em cada distrito, em cada pessoa, sua singularidade e multiplicidade. As diferenças compõem o retrato que penduramos nas paredes das fazendas. A relação com o (vasto) mundo é enorme. Dos figurinos às linguagens, etnias, paisagens. Até choveu, no seco da terra que pode ainda melhorar. No vermelho da paisagem, que cola em nossos pés, fica a saudade do tempo entre a gente que sabe bem que seus valores estão além da cachaça, que é finíssima, sempre. A cultura dessa região é fundamental pra se entender quem somos. Minas está ainda viva aqui, em sua melhor forma. Salinas ainda fornece o ingrediente que não pode faltar no tempero de nossa alma mineira.

cada peão com seu corcel

tudo começa cedo

cultivo da melhor terra do Brasil

entre o azul e o encarnado

figurino de guerrilha, sol de deserto; trabalho árduo

cores vivas

sol de deserto sombreando contornos

o mar de cana, em ondas

sombra fresca; tempo dilatado

o gol que só Adélia acha que nunca repetirá

um gol de cada em cada tempo; tempo de comemorar

em Matrona nenhuma, chuva que é boa impede festa

ruas de gente e gente

escoando pelas esquinas

pode balançar, pode balançar....









































































