Fomos visitar a fazenda do Xavier, da Sabiá. Fomos ver a caldeira histórica, vinda dos ingleses, os animais de sua fazenda e também conhecer o antigo oratório de sua mãe, forrado com os selos de cachaça de 1952, impressos pela Casa da Moeda. Este oratório simples, que ficava dentro da parede da fazenda da casa de seus pais, guarda e simboliza a união e valores ainda muito presentes em Salinas.
Símbolo da fé, coberto com os selos da cachaça, o oratório conta sozinho a história dos pais de Xavier. O que mais vale aqui é o amor preservado, na fé e no mosto fermentado da cana.

o oratório retirado da parede

CR$R PARA VER

detalhes de um amor gravado no tempo e na fé

um casal selado na cumplicidade

marcas permanecem
Xavier e sua mulher nos mostraram um pouco mais da hospitalidade do norte de Minas, num café delicioso com suco e pão de queijo da hora. Mostrou, além da fábrica, os bichos que povoam seu canto no vale.

Xavier no lugar onde se sente à vontade

um rio de cana

reco-reco

pink floyd ou júnio barreto

um símbolo roseano no norte de Minas, a paciência do boi
Com paciência, também vimos os bichos que vieram se exibir, nos deixando entender que já não soamos tão estranhos nessa terra vermelha de onde não viemos, mas onde fomos acolhidos como tange o escancarar da porteira. O sol deixa de ser sotaque, paisagem e assume aqui em Salinas seu papel de astro-rei. Debaixo desse sol, luz e paciência são condição pra chegar onde se quer.

anú

olha a coruja ou a coruja é quem olha?

atravessando a estrada

a jibóia, tomando sol

indo pra casa, fugindo da gente-ruim













![o embrulho em verso[s]](http://4.bp.blogspot.com/_RKU3fJlOcEU/SwgJklJHHoI/AAAAAAAAAJo/VAuBr2rU0bI/s1600/embrulho+verso.jpg)
